Foto by Olivino
Ode a um velho tronco Ai está você, outrora árvore formosa, que meus olhos sequer tiveram a chance de vê-la. Passo diante de você e fico indagando, que flores você tinha quando ainda era uma árvore frondosa, sim porque pelo seu porte você fora realmente gigantesca. Caminho ao redor, olho atentamente para cada detalhe, seu tronco marcado pelo tempo. Busco atentamente pelas suas formas, seu jeito, seus encantos, e de repente estou cercado pela multidão de curiosos ante a minha atitude ao lhe observar com tantas minúcias. E me pergunto se eles gostariam de também compreender a sua existência, do porque dessa morte tão súbita, esquecido na praia, cravado nas areias, enquanto a maré aos poucos vai subindo e breve você estará novamente mergulhando nas ondas desse mar de tantas histórias. Quem fora você? de que espécie você veio, e quem o deixou nessa praia? Por quanto tempo você resistiu às agressões, quantas vidas não se prenderam nos seus braços, a ponto de terem sido aniquiladas. Ai está você, moribundo, contudo meus olhos ainda buscam em você vida, Beleza indescritível, um olhar ameno através do visor da minha Câmera revela a sua beleza. Carrego-o comigo, na minha memória, no meu coração, agora partilho com outrem essa visão mágica que você revelou singelamente. Sinto-me feliz por tê-lo encontrado, tronco amigo, meu estimado bichinho imaginário!
- Postado por: Oli às 10h50 [ ] [ envie esta mensagem ] O SER AMIGO
Você me chama por amigo, Contudo os ventos apagaram as minhas pegadas, simplesmente, singelamente, de amigo. - Postado por: Oli às 14h16 [ ] [ envie esta mensagem ] Algo interessante sempre acontece quando publicamos nossos textos nos chamados blogs, as pessoas sempre deixam seus comentários, certamente o fazem sem que o autor faça qualquer tipo de apelo. No caso, refiro-me a mim mesmo, quando me deparo com outros autores, deixo sempre uma pegada de modo que o mesmo saiba que eu não estive ali em vão, que algo de muito interessante aconteceu com a minha inspiração enquanto deixava o meu comentário. Aliás após escreve-los sempre os seleciono, copio e guardo-os em uma pasta, porque sei que cedo ou tarde aquilo virá à tona, na forma de um novo poema talvez. Tenho deparado com comentários no meu blog, cada vez mais sinto a presença feminina, para quem meus textos parece criar um certo encanto. Sim eu escrevo o amor, porque acredito que ele é tudo de bom na vida, e desejo que cada pessoa encontre a sua felicidade. Breve virá um novo poema, aguardem!
- Postado por: Oli às 18h33 [ ] [ envie esta mensagem ]
Brindemos o sorriso que resplandece d´alma, torna o espírito indelével e inebria o coração, torna a fantasia mais real, o desejo por conhecê-lo, saber se existe mesmo a dona dele. Sim, ela existe afirma a alma em completo êxtase, mas está lá, distante dos olhos, contudo o espírito viajante do poeta é capaz de transpor as barreiras da distância e percebe-lo nas proximidades. Esse sorriso tem luz, brilha qual uma estrela radiosa, certamente habita no universo de todos os poetas, derrama sua chama sobre versos embevecidos, e carregados de ternura. Ela sorri fácil, exibe essa dentição com o mesmo orgulho de quem possui no coração a generosidade, e reluz em seus olhos a certeza das conquistas. Imagino o caminhar dela, leve solto, os ventos acariciando seus cabelos, ela menina, galgando pelos parques, pelas praças, caminhos de purezas, enquanto o espírito paira sobre ela uma flama de tudo aquilo que é inesgotável nesse sorriso encantador. Deixa vir, o brilho desse sorriso, inebriar a poesia indecifrável dos poetas que ousam a falar dele com a tenacidade de como ele se constrói com tanta doçura. - Postado por: Oli às 16h51 [ ] [ envie esta mensagem ] AFINAL Não guardarei rancores, porque amores verdadeiros não possuem rancores. Não deixarei de expressar aquele meu antigo sorriso, porque alguém o censurou um dia, tirando-me de circulação por longas noites, sem que eu pudesse escutar o cantar dos grilos, ou mesmo o coaxar dos sapos. Não perderei a chance de escutar novamente aquela canção, que eu tantas vezes cantava de forma que cansava aos outros não a mim. Não deixarei de estar olhando para a lua, só porque alguém disse que quem vive no mundo da lua é um tremendo vagabundo, ou mesmo um irresponsável. Continuarei olhando para a lua sim, afinal ela sempre foi minha inspiração minha musa, para quem eu só tinha canções, e que aos poucos fui deixando de lado porque diziam que cantava muito mal. Não guardarei rancores, porque quem tem amores não guarda isso, ou aquilo, deixo o tempo apagar, a alma flutuar, o coração pulsar, o delírio passar, a emoção continuar, a paixão aclamar, o peito estremecer, a ponto de a lágrima brotar e cair na terra a cântaros. Não guardarei rancores, só terei amores, amores para vivenciar, para tornar-me ainda mais sábio a ponto de realmente compreender a quem severamente me criticara por ser eu assim, um lunático. - Postado por: Oli às 19h51 [ ] [ envie esta mensagem ] Aquela Noite
Aquela noite ainda fulgura no meu pensamento, nos caminhos que percorro, nos sinais intermitentes, nos olhares que cruzavam as esquinas de outrora. - Postado por: Oli às 22h43 [ ] [ envie esta mensagem ] A MUSA CANÇÃO
Lentamente, Ela chega de algum lugar pleno de magias, um olhar sorrateiro, envolta numa luminosidade sem igual, um corpo que transcende do nada, para despertar manhãs em êxtases, ou arrebatar tristezas, um rosto sem máculas, puro das Musas que invadem a alma dos poetas. De repente se faz presente, no olhar, nos lábios congelados, pela magia construída por mãos sensíveis e hábeis, num jeito sensual que aos poucos vai ressoando nas dissonâncias da canção que parece ter sido feito para embalar toda essa formosura. Ela tem no colo, o colo, a doçura, o aconchego de quem ousa sempre estar se precipitando, não mede conseqüência daquilo que expõe, mostra sem vulgaridade, é seu, é belo, é suave, é puro. A música vai crescendo, e tudo cresce, ela se mantém viva, em poses que variam os segundos, que enfeitam a noite, e banha o céu com seu sorriso que mais se parece uma outra constelação, é o convite perfeito para a dança, para valsar por entre nuvens...
- Postado por: Oli às 08h58 [ ] [ envie esta mensagem ]
Este texto foi escrito a duas mãos, graças ao talento precioso de Jecely, uma amiga preciosa lá de Sergipe, Eu, venho aqui, - Postado por: Oli às 19h33 [ ] [ envie esta mensagem ] Eu tenho comentado em muitos blogs, as vezes de pessoas que sequer conheço, para não dizer que nunca as vi pessoalmente, contudo quando as leio, sinto-me tão próximo delas que as vezes tenho a nítida impressão de já te-las presenciado algum dia, em alguma estrada qualquer. Aos poucos fui conquistando cada um de voces que estão sempre presentes com seus comentários no meu blog, sinto-me extasiado por ter tido hesito em meus comentários, de te-los todos aqui na minha página como verdadeiros amigos. Agora resolvi fazer poesia com os meus comentários feitos pelos blogs que tenho visitado. A começar pelo da Eliane Alcantara, que de certa maneira sempre me deixa extasiado, por ser ela uma poeta maravilhosa, uma mulher linda em todos os aspectos. Ando devagar na iminência do tempo passar mais devagarinho ainda. - Postado por: Oli às 19h37 [ ] [ envie esta mensagem ] PALAVRAS... Palavras vêm e vão... Você é constante pensamento é sonho a sonhar Você caminha pelas ruas, eu imaculo as calçadas... Você deseja estar comigo, eu me queixo por ama-la. Palavras escorregam feito água da fonte... Você é constante sensação de vida promissora, é flor que brota nos lugares infinitos do mundo é aconchego para a alma já cansada... A sua voz nos meus ouvidos, é música que acalma as angústias das tardes, enquanto não vem a noite para me matar de saudades. Palavras absortas, valiosas expressões de uma alma repleta de vontades contidas, volúpia e bem querer. Você traduz de forma simples aquilo que tanto complico. Você tem uma visão ampla da vida, enquanto eu ainda me esgueiro do mundo. Palavras, ainda que inauditas, muitas vezes precedem de angústias e inseguranças... Você é constante criatura, suas formas, seus gestos, seus cabelos, são fetiches que me fazem querer beija-la - Postado por: Oli às 13h43 [ ] [ envie esta mensagem ] UMA VEZ O PT... E pensar que o país mudaria, que haveria uma revolução para as classes menores, que os homens de terno fossem ser mais humanos, que as noites seriam mais tranqüilas, que as balas perdidas seriam enfim encontradas, guardadas com segurança na casa do ministro da justiça, que os artistas fossem ganhar espaços nas calçadas para mostrarem sua arte, que os apagões nunca mais existiriam, que pudéssemos sonhar com mais densidade, que as universidades formassem seres humanos capacitados, que os corruptos estivessem algemados, batendo trilhos, que as ferrovias pudessem receber o tal trem bala, que os americanos deixassem de mandar na selva, nas cidades, nas pessoas, no universo. Enfim, todos nós acreditamos naquelas propostas torpes, mas nos esquecemos, elas foram feitas por homens de passado não muito limpo, sequer brando. Continuamos aqui, esperançosos, de um dia podermos abrir as janelas sem que as grades nos impeçam de olhar o céu na sua plenitude total. - Postado por: Oli às 19h06 [ ] [ envie esta mensagem ]
MEMÓRIAS As manhãs que um dia teci os meus rabiscos, folhas de cadernos inacabados, versos mal escritos, sonhos intermináveis e uma intensa angústia na alma pois que a tristeza imperava em meu lar. Mamãe já havia partido para o outro lado do mundo. Lembranças ficaram para sempre apagadas da minha memória. Outras manhãs mais difíceis foram surgindo, o cômodo vazio, a voz que acalentava se dissipara para sempre, não estava ali quem imperava feito Rainha, senhora e soberana, figura de anjo que meu coração tantas vezes se aconchegou. As manhãs que um dia eu teci os meus rabiscos, numa tímida folha de papel, onde continha cargas de uma intensa paixão juvenil, por alguém que eu sabia ser impossível amar. Recordo-me dos olhos dela cintilando para mim, feito pérolas. Suas mãos tal qual às minhas eram pequeninas, timidamente nos tocávamos enquanto brincávamos de ciranda no quintal sob a luz da lua que nas noites de julho vinha nos saudar com seus raios macios. As manhãs que eu teci os meus primeiros desejos de menino, já não tinha mais os meus sonhos, só me restavam ficar olhando da varanda a despedida eterna de um ser moribundo e frágil que se fizera forte, e se tornara a partir de então para sempre o verdadeiro exemplo da coragem e da humildade. As manhãs que um dia eu teci os meus primeiros passos, foram aos poucos ficando esquecidos na distância à medida que eu me distanciava de casa, pois aquela já não era a mesma casa, sentia o vento soprando meu frágil corpo para longe dali, e para lá nunca mais voltei. As outras manhãs , que eu tentei ser outro, esquecer um fato, para construir outros, foram todos em vão, pois nada podia apagar da minha memória os dias que lá vivi. Conheci muitas outras rainhas, e deparei-me com outras princesas, não ousei sequer tocá-las. Olhava as tardes indo embora vagarosamente e via que a noite chegava densa, carregada de lágrimas, lágrimas que eu tanto chorei, que se transformavam em repentina tempestade. Construí meu próprio mundo, e nele tranquei-me, aprisionado ali permaneci até que outras manhãs surgiram, e uma nova história eu tive que construir. Ao lado de personagens estranhos, outros muros eu fui criando, e à medida que eles cresciam, um novo mundo para mim eu havia construído. Fui construtor de mundos imaginários para não ter que sofrer com a realidade que estava ali rondando em minha direção. Mas a sua voz era tal que aos poucos foi se apagando da minha memória, e tudo que restava eram as lagrimas que tantas vezes chorei e que a partir de então não choraria mais, pois não a tinha mais em minhas lembranças. - Postado por: Oli às 13h48 [ ] [ envie esta mensagem ] Me vejo caminhando pelas ruas, fim de festa em muitas residências, abraços ainda momentaneos são oferecidos nas portas das casas, o tempo parece passar lento, contudo não passam os meus olhos através daquelas frestas na iminência de apenas saber se a festa foi tudo bem, se todos estiveram satisfeitos, se a comida fora suficiente, se o champagne estava gelado, se a cerveja era mesmo aquela que desce redondo, se os fogos não deram xabu, se o cd daquele amigo secreto fora mesmo o que ele esperava. Continuo minha caminhada, um mendigo grita por mim, aproximo, ele estende a mão ferida, enfachada por uma velha atadura, ao seu lado uma garrafa de cana e um cão de olhar curioso e silente, ele gesticula enquanto fala, Feliz Natal meu jovem! E eu retribuo da mesma forma. Tenho panetone, quer um pedaço, por favor diga que sim, para que eu não ceie sozinho. Sento-me, apenas para observa-lo, digo-lhe que fome não tenho, e que apenas sou um transeunte em busca de histórias, que sou um contador de histórias. Ele parece não acreditar, tenta mesmo assim empurrar-me um pedaço do panetone. Eu mais uma vez deixo de aceitar, até porque o cão dele parece muito faminto, seria injusto não dividir aquele pão com seu amigo fiel, ao contrário de mim que sequer o conhecia, e tão pouco estava naquela vida, vivendo as agruras e os seus descaminhos. O cão mais que depressa saltou a minha frente e roubou-lhe o naco a mim ofertado. Rimos os dois, da esperteza do bicho. Eu disse: Vê, ele se diz merecedor desse pedaço, até porque ele sabe muito bem que ao contrário de mim, ele é o seu melhor companheiro. Preciso seguir minha caminhada, antes que as luzes se apaguem, os fogos cessem, as festas terminem, os abraços se esgotem, os amigos se tornem novamente secretos. Parti, enquanto vi nos olhos daquele homem e seu cão, um brilho de felicidade. - Postado por: Oli às 10h07 [ ] [ envie esta mensagem ] Caminhos... Falávamos das coisas simples da vida, das emoções dos nossos corações sedentos um do outro... Naqueles caminhos, nos perdemos e nos encontramos, nos olhamos nos evidenciamos, nos calamos e por fim realizamos o nosso grande reencontro. As palavras não mais sufocaram, fluíram como os ventos que sopravam animadamente nossos cabelos, espalhavam nossos pensamentos por todos os recônditos, os mesmos ventos que vinham tirar do sufoco o grito aprisionado, e o fizera ecoar livremente por todo o universo... Enquanto caminhávamos juntos, de mãos dadas, sentia na transpiração das mesmas toda a emoção um dia contida, sonhada, desejada... E se não falávamos do futuro, é porque nossas almas tinham sede de sorver cada instante daquela preciosa emoção, e se ainda estávamos sonhando era porque nossas almas ansiavam um novo reencontro, desta vez sem atropelos, sem medos, sem meias palavras, sem receios, apenas uma grande comunhão entre dois seres que só queriam ser felizes... - Postado por: Oli às 18h30 [ ] [ envie esta mensagem ] O OUTRO sei lá o que me dá, eu quero calor, - Postado por: Oli às 18h50 [ ] [ envie esta mensagem ]
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