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Foto by Olivino

 

Ode a um velho tronco

 

 

Ai está você, outrora árvore formosa,

que meus olhos sequer tiveram a chance de vê-la.

Passo diante de você e fico indagando,

que flores você tinha quando ainda era uma árvore frondosa,

sim porque pelo seu porte você fora realmente gigantesca.

Caminho ao redor, olho atentamente para cada detalhe,

seu tronco marcado pelo tempo. Busco atentamente pelas suas formas,

seu jeito, seus encantos, e de repente estou cercado pela multidão

de curiosos ante a minha atitude ao lhe observar com tantas minúcias.

E me pergunto se eles gostariam de também compreender a sua existência,

do porque dessa morte tão súbita, esquecido na praia, cravado nas areias,

enquanto a maré aos poucos vai subindo e breve você estará novamente

mergulhando nas ondas desse mar de tantas histórias. Quem fora você?

de que espécie você veio, e quem o deixou nessa praia?

Por quanto tempo você resistiu às agressões, quantas vidas não se prenderam

nos seus braços, a ponto de terem sido aniquiladas.

Ai está você, moribundo, contudo meus olhos ainda buscam em você vida,

Beleza indescritível, um olhar ameno através do visor da minha Câmera revela a sua beleza. 

Carrego-o comigo, na minha memória, no meu coração,

agora partilho com outrem essa visão mágica que você revelou singelamente.

Sinto-me feliz por tê-lo encontrado, tronco amigo, meu estimado bichinho imaginário!

 

 

 



- Postado por: Oli às 10h50
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O SER AMIGO

 

Você me chama por amigo,
Trata-me como amigo,
Me fala como amigo,
Me acolhe em seu coração como amigo,

você tenta mostrar seu olhar estonteante,
Enquanto ao longe apenas imagino o brilho deles
E me torna seu amigo,
E me sinto querido, por se-lo.

Na minha imaginação, eu a vejo sorrindo,
Caminhando pelas ruas geladas dessa cidade,
Talvez passando pelas mesmas calçadas, onde meus pés já tocaram,

Contudo os ventos apagaram as minhas pegadas,


você me trata por amigo,
Lê as minhas palavras, traduz-nas para as acontecências intimas suas,
Revive através delas antigas histórias, suas
Enquanto pareço um alucinado tentando conta-las novamente.

você quase se cala diante de cada frase minha,
parece  que sinto as pulsações do seu coração,
no exato momento da sua respiração ofegante, da lágrima intima
que prazerosamente rola no cantinho dos seus olhos,  você me tem por amigo.

você traduz tudo em uma saudade,
Como se não fosse possível ficar um só instante sem tecer um pensamento,
Como se o tempo entre aquilo que somos, fosse apenas uma fração de segundos
No qual, pressentimos cada fagulha ou centelha de toda essa nuança que voce traduz

simplesmente, singelamente, de amigo.



- Postado por: Oli às 14h16
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Algo interessante sempre acontece quando publicamos nossos textos nos chamados blogs, as pessoas sempre deixam seus comentários, certamente o fazem sem que o autor faça qualquer tipo de apelo. No caso, refiro-me a mim mesmo, quando me deparo com outros autores, deixo sempre uma pegada de modo que o mesmo saiba que eu não estive ali em vão, que algo de muito interessante aconteceu com a minha inspiração enquanto deixava o meu comentário. Aliás após escreve-los sempre os seleciono, copio e guardo-os em uma pasta, porque sei que cedo ou tarde aquilo virá à tona, na forma de um novo poema talvez. Tenho deparado com comentários no meu blog, cada vez mais sinto a presença feminina, para quem meus textos parece criar um certo encanto. Sim eu escrevo o amor, porque acredito que ele é tudo de bom na vida, e desejo que cada pessoa encontre a sua felicidade. Breve virá um novo poema, aguardem!

 



- Postado por: Oli às 18h33
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Brindemos o sorriso que resplandece d´alma, torna o espírito indelével e inebria o coração, torna a fantasia mais real, o desejo por conhecê-lo, saber se existe mesmo a dona dele.

Sim, ela existe afirma a alma em completo êxtase, mas está lá, distante dos olhos, contudo o espírito viajante do poeta é capaz de transpor as barreiras da distância e percebe-lo nas proximidades. Esse sorriso tem luz, brilha qual uma estrela radiosa, certamente habita no universo de todos os poetas, derrama sua chama sobre versos embevecidos, e carregados de ternura. Ela sorri fácil, exibe essa dentição com o mesmo orgulho de quem possui no coração a generosidade, e reluz em seus olhos a certeza das conquistas. Imagino o caminhar dela, leve solto, os ventos acariciando seus cabelos, ela menina, galgando pelos parques, pelas praças, caminhos de purezas, enquanto o espírito paira sobre ela uma flama de tudo aquilo que é inesgotável nesse sorriso encantador. Deixa vir, o brilho desse sorriso, inebriar a poesia indecifrável dos poetas que ousam a falar dele com a tenacidade de como ele se constrói com tanta doçura.



- Postado por: Oli às 16h51
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AFINAL

Não guardarei rancores, porque amores verdadeiros não possuem rancores.

Não deixarei de expressar aquele meu antigo sorriso, porque alguém o censurou um dia, tirando-me de circulação por longas noites, sem que eu pudesse escutar o cantar dos grilos, ou mesmo o coaxar dos sapos.

Não perderei a chance de escutar novamente aquela canção, que eu tantas vezes cantava de forma que cansava aos outros não a mim. Não deixarei de estar olhando para a lua, só porque alguém disse que quem vive no mundo da lua é um tremendo vagabundo, ou mesmo um irresponsável. Continuarei olhando  para a lua sim, afinal ela sempre  foi  minha inspiração minha musa, para quem eu só tinha canções, e que aos poucos fui deixando de lado porque diziam que cantava muito mal. Não guardarei rancores, porque quem tem amores não guarda isso, ou aquilo, deixo o tempo apagar, a alma flutuar, o coração pulsar, o delírio passar, a emoção continuar, a paixão aclamar, o peito estremecer, a ponto de a lágrima brotar e cair na terra a cântaros.

Não guardarei rancores, só terei amores, amores para vivenciar, para tornar-me ainda mais sábio a ponto de realmente compreender a quem severamente me criticara por ser eu assim, um lunático.



- Postado por: Oli às 19h51
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Aquela Noite

 

 

 

 

Aquela noite ainda fulgura no meu pensamento, nos caminhos que percorro, nos sinais intermitentes, nos olhares que cruzavam as esquinas de outrora.
A noite que eu jamais consegui apagar, ainda ronda meus passos, derrama minhas lágrimas, carrega de saudades meu coração.

Ah! Aquela noite, a lua roubava o seu olhar, compunha um cenário perfeito para o deleite dos seus braços acolhedores, a voz suave que ao falar sussurrava, permeava de sonhos todo aquele instante

aquela noite em que as mãos falavam em todos os gestos, enquanto ainda se podia o gesto se concretizar num perfeito entendimento ante os sentidos mais puros.

Afinal de quem faltou o olhar?
Ou foram os excessos de proteção, de carinhos intermináveis, de afagos aonde a escuridão parecia estar sempre presente, prestes a ser descoberta os segredos de uma face cujo lado era sempre o mais triste?

Ah noite, justo aquela noite...!
Que do sorriso surgiu o pranto,
que d´alma surgiu a tristeza
e da esperança o adeus...



- Postado por: Oli às 22h43
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A MUSA CANÇÃO

Lentamente, Ela chega de algum lugar pleno de magias, um olhar sorrateiro, envolta numa luminosidade sem igual, um corpo que transcende do nada, para despertar manhãs em êxtases, ou arrebatar tristezas, um rosto sem máculas, puro das Musas que invadem a alma dos poetas.

De repente se faz presente, no olhar, nos lábios congelados, pela magia construída por mãos sensíveis e hábeis, num jeito sensual que aos poucos vai ressoando nas dissonâncias da canção que parece ter sido feito para embalar toda essa formosura.

Ela tem no colo, o colo, a doçura, o aconchego de quem ousa sempre estar se precipitando, não mede conseqüência daquilo que expõe, mostra sem vulgaridade, é seu, é belo, é suave, é puro.

A música vai crescendo, e tudo cresce, ela se mantém viva, em poses que variam os segundos, que enfeitam a noite, e banha o céu com seu sorriso que mais se parece uma outra constelação, é o convite perfeito para a dança, para valsar por entre nuvens...

 



- Postado por: Oli às 08h58
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Este texto foi escrito a duas mãos, graças ao talento precioso de Jecely, uma amiga preciosa lá de Sergipe,
de onde certamente devem existir outros cantadores de versos. 

Eu, venho aqui,
aonde ouço o seu canto,
no silêncio tranquilo do meu recinto de idéias,
onde repouso meu espírito nestas asas que parecem
sempre voar comigo por lugares
onde talvez eu apenas sonhe um dia estar,
ou quem sabe já estive. 
E nessa certeza...nesse esperar
sinto a sua presença em cada lugar que eu esteja...ou não. 
 Aceito esse voo na mesma leveza
com que voam os pensamentos meus,
por caminhos seus talvez, aonde eu sequer
tenha deixado uma só pegada minha,
mas, pressinto ter voado tantas vezes
por este seu céu de magias...

e conheço cada uma das nuvens que sobrepassa por mim...
confortando-me, sabendo que algo mais que misterioso nos une, nos chama
 Eu ouço a sua canção, os ventos sempre me brindam com ela,
quiça pudessemos canta-la, qual um dueto, a canção, vozes,
esperanças que jamais se dissipariam, permaneceriam qual um alento...
de ternura inexplicável despindo nós dois e tornando um ser uno
Venha pássaro de candura, conceda-me suas asas mágicas,
vamos para onde as nuvens escondem as belezas
que olhos alguns vislumbraram, que alma alguma pulsou tão suave...
 envolva-me em tuas asas, cobre-me com tua candura...
dar-te-ei um pouco mais um momento de felicidade,
faremos um pacto de amor eterno.
 Assim, sendo, que os céus se abram
para o nosso vôo ao infinito,
que jamais nos percamos por outros mundos,
que seja a sua a nossa canção esse indelével deslumbre.



- Postado por: Oli às 19h33
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Eu tenho comentado em muitos blogs, as vezes de pessoas que sequer conheço, para não dizer que nunca as vi pessoalmente, contudo quando as leio, sinto-me tão próximo delas que as vezes tenho a nítida impressão de já te-las presenciado algum dia, em alguma estrada qualquer. Aos poucos fui conquistando cada um de voces que estão sempre presentes com seus comentários no meu blog, sinto-me extasiado por ter tido hesito em meus comentários, de te-los todos aqui na minha página como verdadeiros amigos. Agora resolvi fazer poesia com os meus comentários  feitos pelos blogs que tenho visitado. A começar pelo da Eliane Alcantara, que de certa maneira sempre me deixa extasiado, por ser ela uma poeta maravilhosa, uma mulher linda em todos os aspectos.

Ando devagar na iminência do tempo passar mais devagarinho ainda.
Ando de um lado para outro, de uma rua a outra,
de um bairro a outro, apenas para completar minha poesia noturna,
em passos cada vez mais lentos, pois o tempo passa igualmente lento.
Detenho-me na sua lembrança, nos trejeitos dos seus poemas,
nas linhas que me aprisionam o olhar, que me detém o pensamento, a pensar,
compreender a tua essência é uma viagem que não cansa, não entorpece,
mas tonteia, endoidece, quem imaginar possa, quem sonhar quiser,
há vida onde talvez houvesse aridez, e voce está lá, inteiramente faceira, sensual, viva...



- Postado por: Oli às 19h37
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PALAVRAS...

 

 

Palavras vêm e vão...

Você é constante pensamento é sonho a sonhar

Você caminha pelas ruas, eu imaculo as calçadas...

Você deseja estar comigo, eu me queixo por ama-la.

Palavras escorregam feito água da fonte...

Você é constante sensação de vida promissora, é flor

que brota nos lugares infinitos do mundo é aconchego

para a alma já cansada...

A sua voz nos meus ouvidos, é música que acalma as

angústias das tardes, enquanto não vem a noite para me matar  de saudades.

Palavras absortas, valiosas expressões de uma alma repleta de vontades contidas, volúpia e bem querer.

Você traduz de forma simples aquilo que tanto complico.

Você tem uma visão ampla da vida,

enquanto eu ainda me esgueiro do mundo.

Palavras, ainda que inauditas, muitas vezes precedem

de angústias e inseguranças...

Você é constante criatura, suas formas, seus gestos,

seus cabelos, são fetiches que me fazem querer beija-la



- Postado por: Oli às 13h43
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UMA VEZ O PT...

 

E pensar que o país mudaria, que haveria uma revolução para as classes menores, que os homens de terno fossem ser mais humanos, que as noites seriam mais tranqüilas, que as balas perdidas seriam enfim encontradas, guardadas com segurança na casa do ministro da justiça, que os artistas fossem ganhar espaços nas calçadas para mostrarem sua arte, que os apagões nunca mais existiriam, que pudéssemos sonhar com mais densidade, que as universidades formassem seres humanos capacitados, que os corruptos estivessem algemados, batendo trilhos, que as ferrovias pudessem receber o tal trem bala, que os americanos deixassem de mandar na selva, nas cidades, nas pessoas, no universo. Enfim, todos nós acreditamos naquelas propostas torpes, mas nos esquecemos, elas foram feitas por homens de passado não muito limpo, sequer brando. Continuamos aqui, esperançosos, de um dia podermos abrir as janelas sem que as grades nos impeçam de olhar o céu na sua plenitude total.



- Postado por: Oli às 19h06
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MEMÓRIAS

 

 

As manhãs que um dia teci os meus rabiscos, folhas de cadernos inacabados, versos mal escritos, sonhos intermináveis e uma intensa angústia na alma pois que a tristeza imperava em meu lar.

Mamãe já havia partido para o outro lado do mundo. Lembranças ficaram para sempre apagadas da minha memória. Outras manhãs mais difíceis foram surgindo, o cômodo vazio, a voz que acalentava se dissipara para sempre, não estava ali quem imperava feito Rainha, senhora e soberana, figura de anjo que meu coração tantas vezes  se aconchegou.

As manhãs que um dia eu teci os meus rabiscos, numa tímida folha de papel, onde continha cargas de uma intensa paixão juvenil, por alguém que eu sabia ser impossível amar.

Recordo-me dos olhos dela cintilando para mim, feito pérolas. Suas mãos tal qual às minhas eram pequeninas, timidamente nos tocávamos enquanto brincávamos de ciranda no quintal sob a luz da lua que nas noites de julho vinha nos saudar com seus raios macios.

As manhãs que eu teci os meus primeiros desejos de menino, já não tinha mais os meus sonhos, só me restavam ficar olhando da varanda a despedida eterna de um ser moribundo e frágil que se fizera forte, e se tornara a partir de então para sempre o verdadeiro exemplo da coragem e da humildade.

As manhãs que um dia eu teci os meus primeiros passos, foram aos poucos ficando esquecidos  na distância à medida que eu me distanciava de casa, pois aquela já não era a mesma casa, sentia o vento soprando meu frágil corpo para longe dali, e para lá nunca mais voltei.

As outras manhãs , que eu tentei ser outro, esquecer um fato, para construir outros, foram todos em vão, pois nada podia apagar da minha memória os dias que lá vivi.

Conheci muitas outras rainhas, e deparei-me com outras princesas, não ousei sequer tocá-las.

Olhava as tardes indo embora vagarosamente e via que a noite chegava densa, carregada de lágrimas, lágrimas que eu tanto chorei, que se transformavam em  repentina tempestade.

Construí meu próprio mundo, e nele tranquei-me, aprisionado ali permaneci até que outras manhãs surgiram, e uma nova história eu tive que construir. Ao lado de personagens estranhos, outros muros eu fui criando, e à medida que eles cresciam, um novo mundo para mim eu havia construído.

Fui construtor de mundos imaginários para não ter que sofrer com a realidade que estava ali  rondando em minha direção. Mas a sua voz era tal que aos poucos foi se apagando da minha memória, e tudo que restava eram as lagrimas que tantas vezes chorei e que a partir de então não choraria mais, pois não a tinha mais em minhas lembranças.



- Postado por: Oli às 13h48
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Me vejo caminhando pelas ruas, fim de festa em muitas residências, abraços ainda momentaneos são oferecidos nas portas das casas, o tempo parece passar lento, contudo não passam os meus olhos através daquelas frestas na iminência de apenas saber se a festa foi tudo bem, se todos estiveram satisfeitos, se a comida fora suficiente, se o champagne estava gelado, se a cerveja era mesmo aquela que desce redondo, se os fogos não deram xabu, se o cd daquele amigo secreto fora mesmo o que ele esperava. Continuo minha caminhada, um mendigo grita por mim, aproximo, ele estende a mão ferida, enfachada por uma velha atadura, ao seu lado uma garrafa de cana e um cão de olhar curioso e silente, ele gesticula enquanto fala, Feliz Natal meu jovem! E eu retribuo da mesma forma. Tenho panetone, quer um pedaço, por favor diga que sim, para que eu não ceie sozinho. Sento-me, apenas para observa-lo, digo-lhe que fome não tenho, e que apenas sou um transeunte em busca de histórias, que sou um contador de histórias. Ele parece não acreditar, tenta mesmo assim empurrar-me um pedaço do panetone. Eu mais uma vez deixo de aceitar, até porque o cão dele parece muito faminto, seria injusto não dividir aquele pão com seu amigo fiel, ao contrário de mim que sequer o conhecia, e tão pouco estava naquela vida, vivendo as agruras e os seus descaminhos. O cão mais que depressa saltou a minha frente e roubou-lhe o naco a mim ofertado. Rimos os dois, da esperteza do bicho. Eu disse: Vê, ele se diz merecedor desse pedaço, até porque ele sabe muito bem que ao contrário de mim, ele é o seu melhor companheiro. Preciso seguir minha caminhada, antes que as luzes se apaguem, os fogos cessem, as festas terminem, os abraços se esgotem, os amigos se tornem novamente secretos. Parti, enquanto vi nos olhos daquele homem e seu cão, um brilho de felicidade.

- Postado por: Oli às 10h07
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Caminhos...

 

Falávamos das coisas simples da vida,

das emoções dos nossos corações

sedentos um do outro...

Naqueles caminhos, nos perdemos

e nos encontramos, nos olhamos

nos evidenciamos, nos calamos

e por fim realizamos o nosso grande reencontro.

As palavras não mais sufocaram, fluíram como os ventos que sopravam animadamente nossos cabelos, espalhavam nossos pensamentos por todos os recônditos, os mesmos ventos que vinham tirar do sufoco o grito aprisionado, e o fizera ecoar livremente por todo o universo...

Enquanto caminhávamos juntos, de mãos dadas, sentia na transpiração das  mesmas toda a emoção um dia contida, sonhada, desejada...

E se não falávamos do futuro, é porque nossas almas tinham sede de sorver cada instante daquela preciosa emoção, e se ainda estávamos sonhando era porque nossas almas ansiavam um novo reencontro, desta vez sem atropelos, sem medos, sem meias palavras, sem receios, apenas uma grande comunhão entre dois seres que só queriam ser felizes...

 

 



- Postado por: Oli às 18h30
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O OUTRO

sei lá o que me dá, eu quero calor,
mas está frio, logo a noite virá,
o silencio permanecerá,
você se ocultará dos meus olhos...
sei-la o que me dá,
amanhã será sábado,
não haverá visitas, apenas o silêncio vai estar lá,
pode ser que haja uma canção antiga no rádio,
quem sabe eu a ouça,
apenas para lembrar que amanhã é sábado,
e que domingo será véspera
da segunda, e que por certo,
o silêncio irá embora e então você voltará na próxima cena.
sei-la o que me dá, eu quero calor, mas é quase certo, que o Bonner dirá que estará frio, assim terminará o nosso embate, entre o calor e o frio, entre a canção e o silêncio, a dúvida e o desejo de não conseguir ser outro.



- Postado por: Oli às 18h50
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